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Blog / Quadrinistas

Dia dos quadrinhos nacionais

Dia dos quadrinhos nacionais

Desde que o Mangamono foi criado, muita gente já enviou e-mails perguntando se a gente gostaria de comercializar Mangás e tutoriais online. Deixamos bem claro que temos essa intenção e que em breve abriremos as portas para começar a comercializar ítens virtuais.
Nossa intenção é fazer uma seleção de histórias para publicação do nosso site, e de acordo com a resposta do público, orientar a equipe de produção apresentarmos um trabalho de qualidade. Confesso que muitas vezes fico viajando em histórias de filmes, séries ou livros que gostaria de ver em Mangá. Porque os trabalhos que recebemos as histórias se passam num mundo fantástico ou em um ambiente japonês.

Hoje é dia dos quadrinhos nacionais caramba! Então olhem para o seu umbigo, temos uma cultura rica, uma história muito mal explorada pelos livros de história pronta para ser adaptada em todo o tipo de mídia. Eu sei que a grama do vizinho pode parecer mais verde, que o brasileiro tem defeitos, mas esssa miscigenação cultural vai difícil de encontrar em qualquer lugar. Então para quem escreve fica um conselho: leia, leia muito, até seus olhos caírem. Para quem desenha acho que ver todo o tipo de obras cinematográficas, quadrinhos e uns livros de história da arte podem ajudar muito a sua produção. Vejo que muitos trabalhos se influenciam única e exclusivamente do mangá com muita coisa boa ao seu redor. Pode ser bla blá por ser dia dos quadrinhos nacionais mas não é, tem gente interessada em ouvir o que temos a dizer.

Um exemplo disso, foi um mangá, one quick shot, que publiquei na Revista 9th Art Magazine. Trata-se de uma revista sobre quadrinhos organizada pelos alunos das universidades de Oxford e Cambridge que é publicada semestralmente. A Estória é bem simples, três páginas que tentam apresentar a idéia de como surgiu o nome favela. O engraçado é que os gringos acharam a idéia bacana. Isso porque tento explicar uma coisa que muita gente sabe o que é por um enquadramento lúdico e situado em um contexto histórico e real. Para dar vida a “Favela”, nome da minha estória, me baseei em fotos relativas ao período, li muitos reportes, lembro que a única coisa que não consegui ver foi um documentário sobre os remanescente do conflito de Canudos. A partir disso fui bolando as páginas. Utilizei um enquadramento simples, a arte final foi feita digitalmente, porque há dois anos atrás o Mangamono ainda não existia 🙂

A idéia foi a frente e publicada. Tenho dois exemplares físicos na minha casa e nunca estudei nessas universidades, eles aceitaram porque acharam o trabalho bom, a história convincente. Se você ver as páginas foi uma enredo sobre o Brasil sem todas esses clichês que os brasileiros associam ao seu povo. Não quero choramingar, mas quero dizer a todos que isso é possível, a partir do momento em que baixarmos essa resistência que nós criamos.

Deixo este mangá que reúne 3 coisas que são um conselho para qualquer um:
– Pesquise, seja você roteirista, seja você desenhista, pesquise. Não deixe furos na sua história.
– Tente enquadrar a quantidade de páginas que você tem disponível com tempo, recursos e roteiro, essas coisas tem que ser proporcionais.
– Acredite na temática nacional, é possível produzir coisas muito boas sem ser clichê. Muita gente reclama de filme nacional que é sobre sexo, comédia ou favela. Eu acabei falando de Favela sem ter que subir no morro, sem mostrar menino de rua ou traficante. Tudo depende da maneira como você conta a sua história e aceita o seu contexto. Vamos remover este pré-conceito.

Fica aqui o meu one shot Favela, que eu finalmente traduzi, acho que só fiz isso porque era para o Mangamono.
Fevereiro tem código de desconto para comemorar o dia da HQ Nacional!

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